Olmira Leal de Oliveira, conhecida como Cabo Toco, foi a primeira mulher a integrar a Brigada Militar do RS
Divulgação/ Brigada Militar
A história da participação feminina na Brigada Militar do Rio Grande do Sul começa pelo nome de Olmira Leal de Oliveira, conhecida como Cabo Toco. Nascida em 18 de junho de 1902, em Caçapava do Sul, na Região Central do RS, ela se tornou a primeira mulher a integrar a corporação.
Por causa dela, o Dia da Policial Militar Feminina é comemorado nesta semana. A data oficial é no dia 18 de junho, segundo a BM.
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Foi ainda jovem, aos 21 anos, que Olmira foi incorporada às fileiras da Brigada Militar, em uma época em que o ambiente militar era predominantemente masculino.
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De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul, ela atuou simultaneamente como enfermeira e combatente no então 1º Regimento de Cavalaria, atual 1º Regimento de Polícia Montada, com sede em Santa Maria. A trajetória se deu em meio a conflitos que marcaram o início do século XX no estado, incluindo os movimentos revolucionários de 1923, 1924 e 1926.
Durante esses episódios, ganhou destaque pela atuação junto às tropas e pelo envolvimento direto em confrontos.
Segundo a SSP, Olmira casou-se em 1951 com Antônio Martins da Silva e não teve filhos. Morreu em 21 de outubro de 1989, aos 87 anos.
Cabo Toco
O apelido "Cabo Toco" surgiu em razão da baixa estatura, mas se tornou sinônimo de coragem. Há registros de que, em 1924, ela teria salvo a vida do comandante João Vargas de Souza durante um ataque contra o grupo em que estava, de acordo com informações da própria Brigada Militar.
Além da atuação como combatente, também prestou assistência como enfermeira voluntária, cuidando de feridos em meio aos conflitos.
Olmira permaneceu na Brigada Militar até 1932, encerrando uma trajetória de quase uma década na instituição.
Anos depois, teve sua história reconhecida dentro e fora da corporação. Em 1987, sua trajetória ganhou projeção mais ampla após inspirar a música "Cabo Toco", interpretada por Fátima Gimenez, vencedora da 5ª Vigília do Canto Gaúcho.
Para o Governo do RS, Olmira é considerada patrona da primeira turma de policiais militares femininas do estado.
A memória de Olmira Leal de Oliveira segue preservada em iniciativas institucionais e públicas. Em Porto Alegre, uma rua recebeu seu nome por meio de lei municipal, como forma de reconhecimento à importância histórica da mulher.
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Publicada por: RBSYS